A relação entre assessor de imprensa e jornalista é construída ao longo do tempo. Como qualquer relação, exige confiança, ou seja, respeito ao trabalho de ambos. O assessor oferece pautas adequadas ao público leitor do veículo, com fontes qualificadas para discorrer sobre o assunto em questão e atende o jornalista com agilidade quando acessado. O jornalista passa a compreender como é o trabalho do assessor e o respeita. Segundo o jornalista Márcio Kroehn : “Tenho muita facilidade em trabalhar com assessores. Procuro entender o trabalho deles, assim como deixo clara a minha necessidade em determinados momentos. Contar como gosto de trabalhar facilita o entendimento”.
Após a sugestão de pauta ter sido aceita pelo veículo, é hora de fazer a ponte entre o jornalista e o porta-voz. Preparar o entrevistado, simular a entrevista, dar dicas do que pode ou não ser falado (media training), elaborar perguntas e respostas possíveis para a entrevista, munir o entrevistado e também o jornalista de materiais de apoio (links, outras informações sobre aquele tema, pesquisas, etc), agendar entrevista em horário conveniente para ambas as partes, acompanhar a entrevista, seja por telefone ou presencialmente para apoiar o cliente, oferecendo informações extras prometidas e que não estavam à disposição no momento da entrevista, por exemplo. Lembrar o cliente - se ele esqueceu no afã da entrevista - que aquele tema não pode ser explorado mais a fundo naquele momento, se for o caso, e que o jornalista voltará a ser contatado futuramente. Intervenções como essas se fazem necessárias para a manutenção da estratégia da empresa.
O bom relacionamento com a imprensa, com o contínuo abastecimento do jornalista com notícias relevantes, se fará essencial para que - em uma situação como a apresentada acima, em que a intervenção do assessor foi necessária para que o cliente não antecipasse uma notícia que estrategicamente deveria aguardar um pouco mais para vir à tona - o jornalista realmente aguarde pelo novo contato da assessoria, e não tire conclusões precipitadas ou investigue por conta própria aquilo que sua fonte não quis revelar naquele momento. Evidentemente que isso não é uma garantia, uma vez que cada caso é um caso e jornalistas são seres humanos que mudam de opinião ou que são pressionados por seus chefes a assumirem outras atitudes. “Por princípio, jornalista é jornalista e trabalha para o cidadão, não para atender aos interesses desta ou daquela empresa” (VIANA, 2001, p.143). Mas o bom relacionamento e a troca são fundamentais, pois os jornalistas não estão em todos os lugares, o tempo todo, e contam com o apoio dos assessores e, obviamente, de suas fontes.
Na teoria, os jornalistas estão por toda parte. Têm mil olhos, sabem tudo o que acontece. A realidade é radicalmente oposta. Eles circulam por pontos-chave para a produção de notícias, mas têm acesso muito limitado à intimidade dos fatos. A qualidade das fontes é que rompe com a barreira do isolamento. Para a fonte, as contrapartidas negativas podem estar no risco proporcionado pela exposição. Das fontes se diz que elas são seguras, inconfiáveis, duvidosas. (VIANA, 2001, p.143)
Avaliar os “erros” e pensar em novas alternativas de divulgação caso a primeira estratégia definida não tenha alcançado os resultados desejados também é tarefa do assessor, bem como alertar o cliente sobre o processo que não foi bem sucedido, apresentar-lhe soluções e debatê-las com ele.
Como se pode perceber, as tarefas executadas por um assessor de imprensa ou consultor de comunicação – seja qual for o nome escolhido para definir o perfil desse novo profissional - não são das mais fáceis.
domingo, 23 de agosto de 2009
domingo, 16 de agosto de 2009
Imagem corporativa e credibilidade
Segundo VIANA (2001), é a credibilidade que sustenta os negócios e amplia os mercados. Não importa se na nova ou na economia tradicional, os consumidores precisam acreditar na empresa para escolhê-la, escolher seus produtos e/ ou serviços.
Para o autor, o assessor de imprensa/ relações públicas, ou seja, qual for o profissional que estiver à frente da comunicação de uma companhia, deve, muitas vezes, desempenhar o papel de advogado de defesa da empresa perante a opinião pública, que está cada vez mais forte, vem sofrendo de um forte processo de politização. .
São inúmeros os exemplos: as assessorias de comunicação das companhias aéreas Gol e Tam, por exemplo, precisaram realizar um trabalho árduo para não ver a imagem das empresas completamente destruídas em decorrência dos desastres aéreos que culminaram em centenas de mortos. A Cisco, uma das multinacionais mais representativas na área de tecnologia da informação (TI) viu sua imagem extremamente arranhada com as fraudes financeiras reveladas pela imprensa e agora busca reconstruir sua imagem.
Crises estampam as páginas dos jornais diariamente, afetando a credibilidade das empresas. Para VIANA (2001, p.36):
...palavras como comunicação, credibilidade, informação, relacionamento e imagem se tornaram tão relevantes para as empresas como vender, crescer, modernizar e competir. Afinal, não estaria a comunicação caminhando para se tornar o elemento-chave na vida nas empresas e, em conseqüência, o elemento capaz de dominar os outros.
O autor leva a comunicação a patamares elevados, por conta do seu relevante papel de construção da imagem da companhia mediante seus diversos públicos. Vale ressaltar que não se trata apenas daquela imagem transmitida aos veículos de comunicação por meio de um trabalho de assessoria de imprensa, mas a comunicação como um todo, integrada, planejada, estruturada para atingir, de fato, esses públicos distintos e, construir, assim, pouco a pouco, a imagem da corporação.
VIANA traz ainda a arte de persuasão, segundo Aristóteles, para reafirmar a importância da credibilidade da empresa junto aos seus públicos. “Teoricamente, a arte de persuasão estava vinculada a três características. A primeira dependia do caráter de quem falava. A segunda, da forma de pensar da audiência, e a terceira, da escolha das palavras pelo orador. Uma forma pedagógica de traduzir o sentido grego da retórica para os tempos atuais é o seguinte: as pessoas acreditam nas empresas de que elas gostam”.
Pois a escolha das palavras, na concepção de Aristóteles, poderia se encaixar no processo seletivo dos meios de comunicação para atingir seu público, segundo LUHMANN. E mais, essa seleção está diretamente ligada a forma de pensar da audiência, do que ela gosta, acredita, tem como base, ou, do contrário, não será persuadida.
Para VIANA, a empresa que não for vista pelo seu público com simpatia, vai perder dinheiro. É preciso que ela trace um plano de comunicação, olhe para si mesma, seus concorrentes e contexto de atuação. Ela deve compreender a imagem que os outros têm dela para então projetar aonde quer chegar.
O autor afirma que a área da globalização é também a era em que diferentes ferramentas de comunicação funcionam como se fossem diferentes mídias, convergindo para formar a imagem institucional e de produtos e serviços das empresas. Releases, notas, sugestões de entrevistas, media training, sugestões de pautas, essas, e muitas outras ferramentas devem, pois, servir de subsídio aos profissionais da comunicação para apoiar a construção da imagem de uma companhia. Para VIANA, nem mesmo a racionalidade dos custos rivaliza com a comunicação em uma empresa moderna, pois seus dirigentes entendem – ou pelo menos deveriam entender – que a comunicação está relacionada com resultados futuros de decisões cotidianas. Ou seja, dia-a-dia a imagem da empresa é construída, não só com a imprensa, mas, como falamos acima, com seus diferentes públicos, pois este relacionamento com os stakeholders invariavelmente vai extrapolar os portões da companhia e atingir a imprensa, seja esta relação positiva ou negativa.
Se antigamente a imagem de uma empresa confundia-se com a personalidade de seus dirigentes, hoje ela chega a transcender marcas e a confundir-se com o que seus executivos e empregados dizem e representam.
No entanto, segundo Viveiros & Eid (2007), “não basta parecer, é preciso ser”. Embora as pessoas confundam imagem com realidade, inevitavelmente, como se diz no jargão popular, “uma hora a máscara cai”. Os autores acreditam que não basta contratar um profissional ou uma agência de comunicação para melhorar a relação entre empresa/ organização e seus públicos internos e externos se essa mudança no comportamento das partes envolvidas neste relacionamento não acontecer efetivamente. Essa relação “ilusória”, apenas para os meios de comunicação “perceberem”, ou seja, uma falsa imagem da companhia pode gerar complexas crises que, evidentemente, também vão chegar à mídia.
Os autores afirmam que “antes de tudo é imprescindível existir na empresa a vontade política sincera de seus dirigentes em manter um relacionamento mais transparente e ético com seus funcionários, a comunidade, os fornecedores, os clientes e todo o universo social, bem como de entender seu papel na sociedade”.
Quando o discurso de uma companhia é vazio e sua imagem é, portanto, forjada, o profissional de comunicação pode até conseguir emplacar matérias positivas sobre o empreendimento por algum tempo, porém isso não se sustentará. Daí vem a crise de imagem e a empresa necessitará passar por mudanças internas efetivas e trabalhar com bons profissionais de comunicação para recuperar o estrago.
--
Para o autor, o assessor de imprensa/ relações públicas, ou seja, qual for o profissional que estiver à frente da comunicação de uma companhia, deve, muitas vezes, desempenhar o papel de advogado de defesa da empresa perante a opinião pública, que está cada vez mais forte, vem sofrendo de um forte processo de politização. .
São inúmeros os exemplos: as assessorias de comunicação das companhias aéreas Gol e Tam, por exemplo, precisaram realizar um trabalho árduo para não ver a imagem das empresas completamente destruídas em decorrência dos desastres aéreos que culminaram em centenas de mortos. A Cisco, uma das multinacionais mais representativas na área de tecnologia da informação (TI) viu sua imagem extremamente arranhada com as fraudes financeiras reveladas pela imprensa e agora busca reconstruir sua imagem.
Crises estampam as páginas dos jornais diariamente, afetando a credibilidade das empresas. Para VIANA (2001, p.36):
...palavras como comunicação, credibilidade, informação, relacionamento e imagem se tornaram tão relevantes para as empresas como vender, crescer, modernizar e competir. Afinal, não estaria a comunicação caminhando para se tornar o elemento-chave na vida nas empresas e, em conseqüência, o elemento capaz de dominar os outros.
O autor leva a comunicação a patamares elevados, por conta do seu relevante papel de construção da imagem da companhia mediante seus diversos públicos. Vale ressaltar que não se trata apenas daquela imagem transmitida aos veículos de comunicação por meio de um trabalho de assessoria de imprensa, mas a comunicação como um todo, integrada, planejada, estruturada para atingir, de fato, esses públicos distintos e, construir, assim, pouco a pouco, a imagem da corporação.
VIANA traz ainda a arte de persuasão, segundo Aristóteles, para reafirmar a importância da credibilidade da empresa junto aos seus públicos. “Teoricamente, a arte de persuasão estava vinculada a três características. A primeira dependia do caráter de quem falava. A segunda, da forma de pensar da audiência, e a terceira, da escolha das palavras pelo orador. Uma forma pedagógica de traduzir o sentido grego da retórica para os tempos atuais é o seguinte: as pessoas acreditam nas empresas de que elas gostam”.
Pois a escolha das palavras, na concepção de Aristóteles, poderia se encaixar no processo seletivo dos meios de comunicação para atingir seu público, segundo LUHMANN. E mais, essa seleção está diretamente ligada a forma de pensar da audiência, do que ela gosta, acredita, tem como base, ou, do contrário, não será persuadida.
Para VIANA, a empresa que não for vista pelo seu público com simpatia, vai perder dinheiro. É preciso que ela trace um plano de comunicação, olhe para si mesma, seus concorrentes e contexto de atuação. Ela deve compreender a imagem que os outros têm dela para então projetar aonde quer chegar.
O autor afirma que a área da globalização é também a era em que diferentes ferramentas de comunicação funcionam como se fossem diferentes mídias, convergindo para formar a imagem institucional e de produtos e serviços das empresas. Releases, notas, sugestões de entrevistas, media training, sugestões de pautas, essas, e muitas outras ferramentas devem, pois, servir de subsídio aos profissionais da comunicação para apoiar a construção da imagem de uma companhia. Para VIANA, nem mesmo a racionalidade dos custos rivaliza com a comunicação em uma empresa moderna, pois seus dirigentes entendem – ou pelo menos deveriam entender – que a comunicação está relacionada com resultados futuros de decisões cotidianas. Ou seja, dia-a-dia a imagem da empresa é construída, não só com a imprensa, mas, como falamos acima, com seus diferentes públicos, pois este relacionamento com os stakeholders invariavelmente vai extrapolar os portões da companhia e atingir a imprensa, seja esta relação positiva ou negativa.
Se antigamente a imagem de uma empresa confundia-se com a personalidade de seus dirigentes, hoje ela chega a transcender marcas e a confundir-se com o que seus executivos e empregados dizem e representam.
No entanto, segundo Viveiros & Eid (2007), “não basta parecer, é preciso ser”. Embora as pessoas confundam imagem com realidade, inevitavelmente, como se diz no jargão popular, “uma hora a máscara cai”. Os autores acreditam que não basta contratar um profissional ou uma agência de comunicação para melhorar a relação entre empresa/ organização e seus públicos internos e externos se essa mudança no comportamento das partes envolvidas neste relacionamento não acontecer efetivamente. Essa relação “ilusória”, apenas para os meios de comunicação “perceberem”, ou seja, uma falsa imagem da companhia pode gerar complexas crises que, evidentemente, também vão chegar à mídia.
Os autores afirmam que “antes de tudo é imprescindível existir na empresa a vontade política sincera de seus dirigentes em manter um relacionamento mais transparente e ético com seus funcionários, a comunidade, os fornecedores, os clientes e todo o universo social, bem como de entender seu papel na sociedade”.
Quando o discurso de uma companhia é vazio e sua imagem é, portanto, forjada, o profissional de comunicação pode até conseguir emplacar matérias positivas sobre o empreendimento por algum tempo, porém isso não se sustentará. Daí vem a crise de imagem e a empresa necessitará passar por mudanças internas efetivas e trabalhar com bons profissionais de comunicação para recuperar o estrago.
--
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Líder e o Reconhecimento – Ego ou Conquista?
Eis que Para falar de comunicação ressurge. O tema de hoje é líder e o reconhecimento: ego ou conquista? Conflitos de um líder... e o problema do ego.
A primeira edição da revista Você S/A de 2009 trazia na capa o seguinte tema: Sua carreira em 2009. O guia completo para você traçar um plano de ação e brilhar neste ano se o seu alvo é: desafio, qualidade de vida, remuneração, estabilidade, desenvolvimento, ética e missão.
A reportagem traz histórias de profissionais cujos objetivos em relação à carreira poderiam ser classificados de acordo com as categorias acima.
Seja em qualquer nível hierárquico que o profissional se encontrar, certamente ele deverá se fazer a pergunta: “qual é o meu alvo na carreira?”. Provavelmente esse alvo deve mudar de acordo com as circunstâncias. Por exemplo: uma pessoa que hoje deseja mais qualidade de vida, pode, no futuro, abrir mão desta para ganhar mais dinheiro e cumprir com o pagamento de alguma dívida imediata.
Mas o que a reportagem nos faz questionar é o objetivo para a carreira. Para o longo prazo. Para a própria vida.
Levando este pensamento à trajetória de um profissional que atingiu um cargo de liderança, podemos inferir que algum desses objetivos também o norteou. Pode ser que o líder tenha sido o profissional que mais primou por desafios. Que aceitou todas as propostas desafiadoras e foi adiante.
O que leva uma pessoa a assumir um desafio? O reconhecimento da sua chefia e a conseqüente promoção ou o aumento de salário? A conquista do respeito e admiração de seus subordinados. A conquista pessoal de vencer uma dificuldade, superar a si próprio? Ou a satisfação do próprio ego?
Ego e conquista certamente caminham lado a lado. A satisfação pessoal e a autoconfiança nada mais são do que olhar para si próprio e ver o que te deixará feliz. A palavra ego só se tornará negativa quando o coletivo, a equipe, a própria empresa ficarem em segundo plano ou forem prejudicados em virtude de uma pessoa. É quando o líder deixou de ser líder, pois foi dominado por sua vaidade pessoal.
Nesses casos é muito comum o erro acontecer. Segundo a edição de junho de 2009 da revista Você S/A, erro grave é o que atenta contra a ética ou afeta gravemente o desempenho financeiro da companhia. A matéria aponta a solução neste caso: a porta de saída.
Um exemplo de líder que fracassou – e podemos especular que talvez tenha sido por excesso de ego – foi Marco Antonio Bologna que liderou a TAM e foi demitido da companhia após seu mau desempenho no acidente que ceifou 199 vidas em 2007 (conforme descrito no trabalho anterior da equipe Máquina do Mal). Bologna se esqueceu do lado humano, não primou pela comunicação num momento em que a informação valia ouro para a família das vítimas, demorou a se pronunciar, falou sem conhecimento de causa sendo desmentido após cada investigação.
Teria sido seu ego demasiado que o levou a não pensar nas famílias das vítimas, a não admitir o erro da companhia ou ainda a demorar tanto para se pronunciar?
O reconhecimento de um líder é um caminho natural. Trabalho bem feito, comunicação cristalina, rápida e eficiente, pensamento na equipe e no sucesso dos negócios da empresa. O foco não está nele próprio, mas os holofotes – leia-se “reconhecimento” – certamente apontarão para ele. Naturalmente.
A primeira edição da revista Você S/A de 2009 trazia na capa o seguinte tema: Sua carreira em 2009. O guia completo para você traçar um plano de ação e brilhar neste ano se o seu alvo é: desafio, qualidade de vida, remuneração, estabilidade, desenvolvimento, ética e missão.
A reportagem traz histórias de profissionais cujos objetivos em relação à carreira poderiam ser classificados de acordo com as categorias acima.
Seja em qualquer nível hierárquico que o profissional se encontrar, certamente ele deverá se fazer a pergunta: “qual é o meu alvo na carreira?”. Provavelmente esse alvo deve mudar de acordo com as circunstâncias. Por exemplo: uma pessoa que hoje deseja mais qualidade de vida, pode, no futuro, abrir mão desta para ganhar mais dinheiro e cumprir com o pagamento de alguma dívida imediata.
Mas o que a reportagem nos faz questionar é o objetivo para a carreira. Para o longo prazo. Para a própria vida.
Levando este pensamento à trajetória de um profissional que atingiu um cargo de liderança, podemos inferir que algum desses objetivos também o norteou. Pode ser que o líder tenha sido o profissional que mais primou por desafios. Que aceitou todas as propostas desafiadoras e foi adiante.
O que leva uma pessoa a assumir um desafio? O reconhecimento da sua chefia e a conseqüente promoção ou o aumento de salário? A conquista do respeito e admiração de seus subordinados. A conquista pessoal de vencer uma dificuldade, superar a si próprio? Ou a satisfação do próprio ego?
Ego e conquista certamente caminham lado a lado. A satisfação pessoal e a autoconfiança nada mais são do que olhar para si próprio e ver o que te deixará feliz. A palavra ego só se tornará negativa quando o coletivo, a equipe, a própria empresa ficarem em segundo plano ou forem prejudicados em virtude de uma pessoa. É quando o líder deixou de ser líder, pois foi dominado por sua vaidade pessoal.
Nesses casos é muito comum o erro acontecer. Segundo a edição de junho de 2009 da revista Você S/A, erro grave é o que atenta contra a ética ou afeta gravemente o desempenho financeiro da companhia. A matéria aponta a solução neste caso: a porta de saída.
Um exemplo de líder que fracassou – e podemos especular que talvez tenha sido por excesso de ego – foi Marco Antonio Bologna que liderou a TAM e foi demitido da companhia após seu mau desempenho no acidente que ceifou 199 vidas em 2007 (conforme descrito no trabalho anterior da equipe Máquina do Mal). Bologna se esqueceu do lado humano, não primou pela comunicação num momento em que a informação valia ouro para a família das vítimas, demorou a se pronunciar, falou sem conhecimento de causa sendo desmentido após cada investigação.
Teria sido seu ego demasiado que o levou a não pensar nas famílias das vítimas, a não admitir o erro da companhia ou ainda a demorar tanto para se pronunciar?
O reconhecimento de um líder é um caminho natural. Trabalho bem feito, comunicação cristalina, rápida e eficiente, pensamento na equipe e no sucesso dos negócios da empresa. O foco não está nele próprio, mas os holofotes – leia-se “reconhecimento” – certamente apontarão para ele. Naturalmente.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Tempo de crise

Diariamente somos bombardeados com notícias sobre a crise. Demissões em massa, a tentativa de Barack Obama de injetar dinheiro na economia norte-americana e ver suas diretrizes sendo aprovadas pelo Senado, os gritos de Lula dizendo que "os culpados" pela crise têm que assumir sua responsabilidade e que os bancos, indústrias, empresas brasileiras não devem entrar "nessa onda".
Mas fico me questionando: será que crise econômica mundial é como uma gripe? A gente amanhece indisposto, começa a espirrar e dependendo da intensidade, fica de cama, ou segue adiante, trabalhando, enganando o organismo com uns comprimidinhos.
Acredito que a crise é muito mais complexa e muito menos inesperada do que uma gripe. Aliás, até uma gripe se anuncia, será que a crise não?
Evidentemente que sim. Porém, os sinais são camuflados, os dirigentes fingem que não é com eles, os grandes empreendedores não aprendem as lições históricas - pois foram muitas as crises que ocorreram nas últimas décadas e que podem servir sim, de vigorosa lição - e eis o resultado. Estagnação. Recessão. Desemprego. Crise.
Na última Expo Money realizada em São Paulo em setembro do ano passado, um dos palestrantes mostrava todas as capas da revista Veja dos últimos anos que abordavam a Bolsa de Valores. Gráficos em alta, euforia. Gráficos em queda, desespero. Parecia até "combinado". Uma capa praticamente intercalava a outra de tempos em tempos. Mais uma prova contundente que a crise se anuncia, vem em ciclos, pode ser prevista e prevenida. E todos têm que assumir sua parcela de responsabilidade sobre esse organismo vivo que é a economia mundial e todas as decorrências dos maus tratos sofridos por ele.
Porém, enquanto os governantes não definem qual o melhor remédio para a crise, os melhores astrólogos não conseguem traçar o mapa astral que definirá a data aproximada do seu término, o que nós, pobres mortais, devemos fazer?
Pouco sabemos. Creio que o melhor caminho é acompanhar o noticiário, não fazer investimentos arriscados, poupar e cuidar do próprio trabalho. Se puder, estudar e pensar em um plano B para a própria vida, isto é, avaliar uma outra fonte de renda, um complemento, e quem sabe avaliar a possibilidade deste "respaldo" se tornar o negócio principal.
Pessimista? Não, realista. Todos os indícios estão aí. Basta escolher o remédio que vamos querer tomar. Antes prevenir, do que remediar, é o que a história nos diz.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Nos bastidores do SPFW

Eu tive nesta semana a oportunidade de participar, pela segunda vez, do SPFW. Fui responsável pela coordenação da divulgação de uma marca que patrocina o evento, contratada como terceirizada para a ação.
Um pouco mais “escolada” no evento, já que não era mais a primeira vez que estava participando, pude resolver uns probleminhas com mais facilidade. Infelizmente, eles não deixaram de ocorrer, claro. Algumas vezes, deixamos escapar um ou outro detalhe – e posso dizer que SPFW é repleto de detalhes – mas demos o sangue, suamos a camisa, e o evento chega ao fim com, pelo menos a meu ver, um saldo positivo para a empresa que divulgamos. Quatro notas em colunas sociais e diversos links, além de centenas de visitas ao lounge, dezenas de entrevistas e mais de uma centena de convidados em um encontro que realizamos com a imprensa durante o evento, creio que podemos considerar que o balanço foi muito bom!
Se o mundo da moda é fascinante, pela criatividade dos desfiles, das roupas, da mente iluminada dos estilistas, o SPFW é fascinante pelo capital humano que movimenta. Para o evento funcionar, tem milhares de pessoas envolvidas, desde produção, passando por seguranças, assessorias mil, jornalistas, carregadores, maquiadores, iluminadores, faxineiros, massagistas... E sei lá quantos profissionais envolvidos, cada um fazendo a sua parte da melhor forma possível. Pelo menos a maioria deles tentando dar o seu melhor. Tem sempre aqueles que não querem nada com nada. Mas creio que são poucos.
Para mim, posso dizer que tiro de lição do SPFW esse profissionalismo e muita garra de muitos dos colaboradores envolvidos. A assessoria do evento – PR Com – foi de uma simpatia sem fim. Todos solícitos, ninguém de cara amarrada, uns no credenciamento, outros alimentando o site do evento, o twitter, assessorando os jornalistas, acompanhando nos lounges, enfim... Não vou me esquecer da acolhida que eles deram à imprensa e posso dizer, a mim, que me senti queridíssima por eles. Obrigada Luciana, Jacimar, Thiago ... Quando se está cansado, na batalha, uma atenção, um carinho, sempre faz bem.
Também tive a gloriosa oportunidade de acompanhar backstages e, antes deles, o ensaio da beleza de alguns desfiles. Para quem não sabe, é o momento de criar a maquiagem que vai acompanhar as peças. Tudo tem um porquê, uma história. Moda é cultura. Acompanhei a criação das belezas dos desfiles de Osklen, Simone Nunes, Fabia Bercsek, Lino Villaventura e Ronaldo Fraga, assinadas pelo maquiador da Natura, Marcos Costa. Momentos curiosos, divertidos, descontraídos, inesquecíveis. O modo simpático e carinhoso com que fui recebida desmistificou para mim o aparente esnobismo do mundo da moda. Destaco, principalmente, o jeito doce e encantador do mineiro Ronaldo Fraga. Pedi aos anjos que tivesse a oportunidade de assistir ao seu desfile. Ronaldo, além de um gênio, é uma pessoa iluminada e eu queria ver o desfile que contava a história do tempo e com ele, o medo, as incertezas, o abandono, as tristezas... Sentimentos que todos nós – uns mais outros menos – cultivamos.
Os anjos ouviram minhas preces e nos quarenta e cinco do segundo tempo, consegui o convite. Foi incrível. Entrei, sentei. Chorei. Chorei ao ver as senhoras e senhores desfilando para contar a história de “Tudo é risco de giz”. Chorei com a música do Michael Jackson que o Ronaldo quis colocar no meio do desfile. Chorei ao ver as crianças correndo entre os idosos mostrando que o tempo é inexorável, mas que sempre há beleza em tudo, desde que façamos o que temos que fazer com o coração.
Atendi jornalistas, escrevi textos, selecionei fotos, alimentei a imprensa, fiz o meu papel da melhor forma. Porém isso é só uma parte. O sorriso que recebia de volta a cada atendimento bem feito, a cada atenção que dispensava a alguém, seja por conta do “brinde”, seja para receber o release, seja os jornalistas internacionais que ficavam felicíssimos com alguém que arranhava pelo menos o inglês.
Fiquei emocionada ao ver a equipe dando o melhor de si também. Equipe querida, unida, espetacular. Agradecimento especial à Priscila, por seu profissionalismo e companheirismo.
Creio que o melhor do SPFW está nos bastidores. Até chegar aos desfiles, muito é feito. E durante e após eles, também. Durante seis dias, acabamos formando uma família com quem trabalha conosco. Também agradeço pela convivência com a equipe do lounge e os queridos fotógrafos e fotógrafas e as preciosas assistentes. Sem a dedicação de cada um o trabalho não seria possível.
É mágico ver como cada um faz parte de uma corrente. Corrente do bem. Do aprendizado. Da certeza de que sim, somos humanos, sujeitos a erros, mas que podemos aprender e evoluir. Da certeza que somos humanos e que o nosso maior aprendizado deve ser sempre, em todo e qualquer tempo, o amor ao próximo.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Retrospectiva 2008: o ano que passou sob a ótica dos meios de comunicação

Chega o final do ano e já sabemos o que nos reserva: especiais, programas confeccionados sob medida para nos entreter nos últimos dias do ano, repensar valores e também darmos uma passada em tudo o que aconteceu no Brasil e no mundo.
Estava pensando em como os especiais deste final de ano não me emocionaram. Será que fiquei insensível? Pelo contrário. Noviças, bichos de pelúcia e histórias de Papai Noel não têm encantado nem mesmo às crianças, uma vez que tais especiais convivem e competem em uma disputa já vencida com os telejornais.
O brilho do Natal e de uma renovação com o ano que chega são substituídos por trágicas notícias de violência, assaltos, homem que se veste de Papai Noel e coloca fogo em uma casa na noite de natal, bebida, bebida, mais bebida e acidentes, além das cansativas reportagens sobre a procura do presente ou dos ingredientes para a ceia.
Parece que o final do ano chega para que as pessoas morram nas estradas, indo buscar uma alegria que não encontraram durante o ano todo. Famílias se despedaçam, enchentes arrastam pessoas de todas as idades e seus pertences, a água inunda e não lava a alma, mas afoga a esperança de quem ainda tinha alguma.
Será que este é o final de ano que desejamos? Será que os meios de comunicação relatam apenas a triste realidade que nos cerca?
Prefiro crer que os meios relatam uma parte da realidade. Os acidentes existem, é preciso mostrá-los para que se ganhe – será?! - um pouco mais de consciência. Ou um pouco mais de generosidade.
Mas será que só de mortes e tragédias sobrevive o final do ano? Não sei, pois não tenho a aparente onipresença dos meios de comunicação. Pouco sei das ações solidárias deste final de ano.
Fiquei emocionada com os voluntários que atenderam aos pedidos transcritos em cartinha para o doce Papai Noel das crianças carentes. Mas foi só. Não vi se pessoas carentes tiveram um Bom Natal. Não sei se voluntários foram doar um pouco de amor a elas.
Não sei se algum crime foi evitado graças a ação eficiente de um policial. Ou se alguém deu parte da sua ceia para algum funcionário, um porteiro, um vigilante que iria passar a noite sozinho. Não sei um acidente aconteceu e vítimas foram socorridas por pessoas generosas. Não sei se obras de arte foram elaboradas para homenagear o menino Jesus. Não sei se a renovação do Natal aconteceu e as pessoas se tornaram mais generosas, menos violentas, mas conscientes de que não estão sozinhas no mundo e que somos todos irmãos.
Não vi manifestações de solidariedade nas igrejas ou apenas os rituais tradicionais para que as pessoas cumpram com o protocolo. Não vi se a ONU foi levar alimento para pessoas da África e de outros países renegados à dor do abandono e da miséria. Não vi regeneração. Será que ela aconteceu?
Espero que ela tenha acontecido. Espero que, mesmo não tendo sido flagrada pelas tristes e viciadas lentes dos meios de comunicação, a regeneração tenha feito morada em alguns lares e em vários corações. Espero ainda que ela seja tão forte, intensa e iluminada que afaste de vez as trevas que invadem nossos lares pelos jornais, telejornais e programas de rádio diariamente. Que 2009 seja regenerador para quem capta e dissemina a notícia. E que nem tudo seja dor.
Estava pensando em como os especiais deste final de ano não me emocionaram. Será que fiquei insensível? Pelo contrário. Noviças, bichos de pelúcia e histórias de Papai Noel não têm encantado nem mesmo às crianças, uma vez que tais especiais convivem e competem em uma disputa já vencida com os telejornais.
O brilho do Natal e de uma renovação com o ano que chega são substituídos por trágicas notícias de violência, assaltos, homem que se veste de Papai Noel e coloca fogo em uma casa na noite de natal, bebida, bebida, mais bebida e acidentes, além das cansativas reportagens sobre a procura do presente ou dos ingredientes para a ceia.
Parece que o final do ano chega para que as pessoas morram nas estradas, indo buscar uma alegria que não encontraram durante o ano todo. Famílias se despedaçam, enchentes arrastam pessoas de todas as idades e seus pertences, a água inunda e não lava a alma, mas afoga a esperança de quem ainda tinha alguma.
Será que este é o final de ano que desejamos? Será que os meios de comunicação relatam apenas a triste realidade que nos cerca?
Prefiro crer que os meios relatam uma parte da realidade. Os acidentes existem, é preciso mostrá-los para que se ganhe – será?! - um pouco mais de consciência. Ou um pouco mais de generosidade.
Mas será que só de mortes e tragédias sobrevive o final do ano? Não sei, pois não tenho a aparente onipresença dos meios de comunicação. Pouco sei das ações solidárias deste final de ano.
Fiquei emocionada com os voluntários que atenderam aos pedidos transcritos em cartinha para o doce Papai Noel das crianças carentes. Mas foi só. Não vi se pessoas carentes tiveram um Bom Natal. Não sei se voluntários foram doar um pouco de amor a elas.
Não sei se algum crime foi evitado graças a ação eficiente de um policial. Ou se alguém deu parte da sua ceia para algum funcionário, um porteiro, um vigilante que iria passar a noite sozinho. Não sei um acidente aconteceu e vítimas foram socorridas por pessoas generosas. Não sei se obras de arte foram elaboradas para homenagear o menino Jesus. Não sei se a renovação do Natal aconteceu e as pessoas se tornaram mais generosas, menos violentas, mas conscientes de que não estão sozinhas no mundo e que somos todos irmãos.
Não vi manifestações de solidariedade nas igrejas ou apenas os rituais tradicionais para que as pessoas cumpram com o protocolo. Não vi se a ONU foi levar alimento para pessoas da África e de outros países renegados à dor do abandono e da miséria. Não vi regeneração. Será que ela aconteceu?
Espero que ela tenha acontecido. Espero que, mesmo não tendo sido flagrada pelas tristes e viciadas lentes dos meios de comunicação, a regeneração tenha feito morada em alguns lares e em vários corações. Espero ainda que ela seja tão forte, intensa e iluminada que afaste de vez as trevas que invadem nossos lares pelos jornais, telejornais e programas de rádio diariamente. Que 2009 seja regenerador para quem capta e dissemina a notícia. E que nem tudo seja dor.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
BARACK OBAMA: A ESPERANÇA INTERATIVA

A campanha de Barack Obama entra para a história do marketing político como a “campanha 2.0”. Praticamente todas as ações tiveram um braço digital e a captação de recursos para seu financiamento não poderia ser diferente.
Apenas no mês de setembro, o democrata arrecadou mais de US$ 150 milhões, quebrando todos os recordes de captação de fundos para campanha. A quantia é mais do que o dobro do montante levantado no mês anterior: US$ 67,5 milhões.
Segundo o gerente da campanha, David Plouffe, Obama conseguiu 632 mil novos doadores em setembro, aumentando para 3,1 milhões o número de pessoas que o apoiavam financeiramente.
O salto só foi possível porque o democrata desistiu do financiamento público para sua campanha, permitindo que passasse a arrecadar quantias milionárias. Além disso, a estratégia de arrecadar pela internet também o ajudou a aumentar o número de seus contribuintes.
Uma ação de Obama ilustra bem essa “arrecadação 2.0”: No ponto alto de um comício no Central Park em Nova York, o então candidato convocou o público a se juntar à campanha. Gritou para que os presentes pegassem seus celulares, digitassem “Join” e enviassem o SMS para um determinado número. Nem é preciso dizer o volume de aceitação e de incremento da base de doadores.
O carisma e, conseqüentemente, o poder persuasivo de Barack Obama deram o tom de sua campanha. Além disso, o profundo conhecimento das mídias sociais permitiu que ele fosse além e usasse a interatividade, tão almejada pelas pessoas, ao seu favor. Isso, claro, se aplicou à arrecadação de doações e surtiu o efeito desejado. Obama conquistou a simpatia do povo, saiu da posição de um desconhecido e catapultou-se à extrema popularidade graças á “ainda” nova mídia Internet e esta projeção também permitiu que doações elevadas acontecessem por parte de empresas desejosas de ver sua marca atrelada à do candidato.
Comparando a campanha de Obama a da eleição de 2004 (até o mês de setembro), temos um total arrecadado, desde o início, de US$ 605 milhões. Já a quantia arrecadada em conjunto pelo democrata John Kerry e pelo republicano George W. Bush foi de US$ 684 milhões antes das convenções dos dois partidos. A Web 2.0 é ou não é um mecanismo ultra eficiente de arrecadação de recursos? Seja diretamente, via doações imediatas online, seja indiretamente, ou seja, via projeção do candidato e percepção das empresas que fariam um grande negócio atrelando sua marca à do candidato, a resposta é SIM!
A participação do eleitor na campanha
Obama foi considerado um fenômeno do marketing. Na Conferência Anual da ANA (Associação Americana de Anunciantes), ele saiu-se vencedor, em votação direta dos participantes, como o vencedor do CMO (Chief Marketing Officer) Choices Award, promovido pelo Advertising Age, que tem por objetivo destacar o melhor esforço de marketing do ano. Obama superou referências de excelência em marketing como Apple e Zappo (organização que vende sapatos pela internet), que ficaram em segunda e terceira posição, Nike, a cerveja Coors e até seu rival John McCain.
Graças a esse fenômeno, nunca o povo americano se sentiu tão mobilizado a sair de suas casas e ir às urnas para eleger um candidato como o fez pelo republicano. Segundo os jornais, nos últimos 30 anos, a taxa de participação nas eleições presidenciais oscilou entre 54 e 63% e a estratégia dos grandes partidos, democrata e republicano, consistiu tradicionalmente em motivar seus simpatizantes a comparecer às urnas, ao mesmo tempo em que tentavam ganhar votos suficientes de eleitores independentes para vencer as eleições.
Obama foi atrás do eleitor jovem. Quis se aproximar de todos e também daqueles que nunca votaram. Com uma equipe atuante, formada por muitos voluntários, convenceu centenas de milhares de pessoas a se registrarem nas listas eleitorais. Ele comandou com maestria os súditos que “convocou” para trabalhar a seu favor de modo que atraíssem mais e mais adeptos.
Vale lembrar que nos Estados Unidos metade dos cidadãos tem acesso à banda larga e a Internet é a linguagem dos jovens que se sentiram – como os outros cidadãos – tocados e mobilizados pela campanha e resolveram trabalhar em prol dela voluntariamente.
Evidentemente que a internet, por si só, não fez todo o trabalho sozinha. Além de usar e abusar com eficiência das mídias interativas, Obama tinha conteúdo e atributos significativos. Era um senador negro, em um país tradicionalmente de racistas. Muitos veículos compararam sua trajetória e desejo de mudança à vontade férrea de Martin Luther King. Até mesmo no Brasil isso foi notado: repetidamente o canal de TV por assinatura Globonews passou reportagens mostrando a história do líder negro, comparando com a de Obama. Além disso, de acordo com pesquisas feitas em território norte-americano, 75% da população considerava que o país estava no caminho errado, sofrendo as conseqüências de uma guerra impopular e cara e de uma crise econômica de proporções assustadoras.
Ou seja, era o símbolo – ou a esperança – da mudança.
Canais de Comunicação
Já falamos, nos itens anteriores, alguns dos canais de comunicação utilizados por Barack Obama. Como vimos, ele lançou mão de todas as mídias – tradicionais às interativas – para atingir seu eleitorado. Entre elas: comícios, discursos, debates, propagandas tradicionais na televisão, jornais, revistas, internet, blogs, sms, vídeo no you tube, site mobile, espaço para debates virtuais, redes sociais como Orkut e face book, rede social pessoal (mybarackbama), ringtones e conteúdo para celular... Nada faltou.
Obama chegou aos diferentes públicos utilizando com maestria os canais adequados. Não despertou a percepção de que era um aventureiro que usava das ferramentas certas para alcançar o que queria, mas que realmente sabia e utilizada daquelas mídias com conhecimento de causa e por isso foi tão bem ouvido e intitulado, por alguns como “o primeiro presidente 2.0 da história”. Mas vale refletir se essa interatividade toda ficará apenas na campanha ou se estenderá por todo o governo.
Segundo reportagem da Reuters “Ativistas virtuais pedem que Obama mantenha uso da internet no governo”. Jovens ativistas têm exigido que a internet passe a ser parte importante do novo governo e analistas afirmam que as ações de Obama podem sinalizar uma nova era no relacionamento dos cidadãos com governos. Veremos um pouco mais sobre isso no item “a participação dos cidadãos no novo governo”.
Segundo a Gazeta Mercantil de 6 de novembro: “A eleição que tornou Barack Obama o 44º presidente dos Estados Unidos foi a mais longa, a mais cara e a de maior audiência da história do país. Foram 670 dias de campanha, que consumiram US$ 2,5 bilhões, envolveram 45 debates entre os candidatos, levaram 130 milhões de eleitores às urnas, e - outro recorde -- atraíram um exército de 1,5 mil jornalistas internacionais para a cobertura final da disputa”
Vantagens competitivas
Embora o candidato republicano à Casa Branca, John McCain, também tivesse ferramentas na web, especialistas são unânimes em afirmar que Obama soube aproveitar melhor a internet. A página do democrata no Facebook, por exemplo, é a mais popular do site – com 2,5 milhões de apoiadores virtuais.
Foi nesta página que o presidente eleito revelou seus filmes favoritos e deu notícias sobre a campanha.
Portanto, uma das vantagens competitivas de Obama em relação à Mc Cain está no excelente uso que fez da internet e das mídias sociais, o que o aproximou das pessoas, principalmente dos jovens, promoveu um clima de interatividade, proximidade, humanizando-o diante de seus eleitores, o que não aconteceu com Mc Cain.
Outra vantagem competitiva de Obama foi o modelo de captação de recursos financeiros para a campanha. Como relatado acima, a arrecadação assumiu novos moldes, permitindo que ele tivesse acesso a doações milionárias. Também viabilizou que seus eleitores doassem a quantia que desejassem via internet e incentivou essa atitude. Era uma forma de mostrar que todos poderiam participar daquele movimento de mudança dos Estados Unidos, de esperança e confiança em dias melhores. “Yes, you can”, era o mote da campanha em um convite para que todos se unissem pela transformação do país.
Sem dúvida o magnetismo, o carisma pessoal de Obama é uma de suas mais significativas vantagens competitivas frente ao outro então candidato. Um belo homem negro e bem-sucedido, em um país tradicionalmente racista e que lutava para se livrar dessa sombra pesada do passado. Milhares de negros desejosos de se verem representados. Aliás,não somente a sua negritude, mas acima de tudo a sua miscigenação-pai negro, mãe branca e padrasto asiático- o credenciou a falar com todos os diversos grupos étnicos existentes nos EUA. Um herói desconhecido, que surgia do nada, chegava às alturas e trazia o “quê” do Messias!
Sua liderança natural e poder de oratória são notórios. Assim, ele conseguiu se tornar uma lovemark e, com isso, aumentar ainda mais os montantes depositados no cofre eleitoral por meio da venda de camisetas, bonés e outros itens que estampavam sua imagem. Tal vantagem financeira permitiu à sua equipe veicular 7.700 comerciais por dia, o dobro de inserções da campanha de McCain.
Em uma das últimas semanas pré-eleição, a equipe de Obama deu o golpe final e gastou a bagatela de US$ 5 milhões para veicular um comercial de 30 minutos no horário nobre, que foi transmitido em três das quatro cadeias de televisão em aberto - CBS, NBC e Fox - assim como no canal a cabo MSNBC, na rede em espanhol Univisión e dois canais orientados a uma audiência afro-americana: BET e TV One.
A participação dos cidadãos no novo governo
Se Barack Obama já fez história por ser o primeiro presidente negro eleito em um país tradicionalmente racista, se foi capaz de mobilizar tantas pessoas a irem às urnas para elegeram em um país onde o voto não é obrigatório e fez uso da web 2.0 para ser o primeiro presidente 2.0 da história em um país de internautas, ele tem a chance de ser também o primeiro presidente realmente interativo do planeta.
Sem dúvida, é o que todos desejam. Obama terá que lidar, por exemplo, com as expectativas de seus seguidores, que durante a campanha se acostumaram com atualizações regulares em vídeo e texto e transformaram sites como YouTube, MySpace e Facebook em "comitês virtuais" do obamismo.
Será que Obama continuará mantendo sua personalidade 2.0? A princípio parece que sim. A página chamada Change.gov está sendo usada pelos responsáveis pela campanha de Obama para fornecer um guia para o processo e pedir sugestões aos cidadãos americanos. O site também permite que os internautas se candidatem a um cargo no novo governo.
Muitos afirmam que a criação da página Change.gov cumpre uma promessa de Obama, que declarou que pretendia tornar o processo de governo mais transparente. Na página de transição, o órgão de fiscalização do governo americano apresenta uma lista das 13 questões mais urgentes que Obama terá que enfrentar.
O Escritório de Prestação de Contas do Governo (Government Accountability Office ou GAO, em inglês) afirma que o novo presidente terá que cuidar com urgência da supervisão das instituições financeiras e dos mercados no país e dos conflitos no Iraque e no Afeganistão. Um blog dentro do site Change.gov vai documentar o processo de transição. Também existem planos de publicar as biografias das pessoas que Obama está recrutando para o novo governo (fonte BBC). O jeito é aguardar ou ajudar a escrever – no melhor estilo interativo – as próximas páginas dessa história.
Apenas no mês de setembro, o democrata arrecadou mais de US$ 150 milhões, quebrando todos os recordes de captação de fundos para campanha. A quantia é mais do que o dobro do montante levantado no mês anterior: US$ 67,5 milhões.
Segundo o gerente da campanha, David Plouffe, Obama conseguiu 632 mil novos doadores em setembro, aumentando para 3,1 milhões o número de pessoas que o apoiavam financeiramente.
O salto só foi possível porque o democrata desistiu do financiamento público para sua campanha, permitindo que passasse a arrecadar quantias milionárias. Além disso, a estratégia de arrecadar pela internet também o ajudou a aumentar o número de seus contribuintes.
Uma ação de Obama ilustra bem essa “arrecadação 2.0”: No ponto alto de um comício no Central Park em Nova York, o então candidato convocou o público a se juntar à campanha. Gritou para que os presentes pegassem seus celulares, digitassem “Join” e enviassem o SMS para um determinado número. Nem é preciso dizer o volume de aceitação e de incremento da base de doadores.
O carisma e, conseqüentemente, o poder persuasivo de Barack Obama deram o tom de sua campanha. Além disso, o profundo conhecimento das mídias sociais permitiu que ele fosse além e usasse a interatividade, tão almejada pelas pessoas, ao seu favor. Isso, claro, se aplicou à arrecadação de doações e surtiu o efeito desejado. Obama conquistou a simpatia do povo, saiu da posição de um desconhecido e catapultou-se à extrema popularidade graças á “ainda” nova mídia Internet e esta projeção também permitiu que doações elevadas acontecessem por parte de empresas desejosas de ver sua marca atrelada à do candidato.
Comparando a campanha de Obama a da eleição de 2004 (até o mês de setembro), temos um total arrecadado, desde o início, de US$ 605 milhões. Já a quantia arrecadada em conjunto pelo democrata John Kerry e pelo republicano George W. Bush foi de US$ 684 milhões antes das convenções dos dois partidos. A Web 2.0 é ou não é um mecanismo ultra eficiente de arrecadação de recursos? Seja diretamente, via doações imediatas online, seja indiretamente, ou seja, via projeção do candidato e percepção das empresas que fariam um grande negócio atrelando sua marca à do candidato, a resposta é SIM!
A participação do eleitor na campanha
Obama foi considerado um fenômeno do marketing. Na Conferência Anual da ANA (Associação Americana de Anunciantes), ele saiu-se vencedor, em votação direta dos participantes, como o vencedor do CMO (Chief Marketing Officer) Choices Award, promovido pelo Advertising Age, que tem por objetivo destacar o melhor esforço de marketing do ano. Obama superou referências de excelência em marketing como Apple e Zappo (organização que vende sapatos pela internet), que ficaram em segunda e terceira posição, Nike, a cerveja Coors e até seu rival John McCain.
Graças a esse fenômeno, nunca o povo americano se sentiu tão mobilizado a sair de suas casas e ir às urnas para eleger um candidato como o fez pelo republicano. Segundo os jornais, nos últimos 30 anos, a taxa de participação nas eleições presidenciais oscilou entre 54 e 63% e a estratégia dos grandes partidos, democrata e republicano, consistiu tradicionalmente em motivar seus simpatizantes a comparecer às urnas, ao mesmo tempo em que tentavam ganhar votos suficientes de eleitores independentes para vencer as eleições.
Obama foi atrás do eleitor jovem. Quis se aproximar de todos e também daqueles que nunca votaram. Com uma equipe atuante, formada por muitos voluntários, convenceu centenas de milhares de pessoas a se registrarem nas listas eleitorais. Ele comandou com maestria os súditos que “convocou” para trabalhar a seu favor de modo que atraíssem mais e mais adeptos.
Vale lembrar que nos Estados Unidos metade dos cidadãos tem acesso à banda larga e a Internet é a linguagem dos jovens que se sentiram – como os outros cidadãos – tocados e mobilizados pela campanha e resolveram trabalhar em prol dela voluntariamente.
Evidentemente que a internet, por si só, não fez todo o trabalho sozinha. Além de usar e abusar com eficiência das mídias interativas, Obama tinha conteúdo e atributos significativos. Era um senador negro, em um país tradicionalmente de racistas. Muitos veículos compararam sua trajetória e desejo de mudança à vontade férrea de Martin Luther King. Até mesmo no Brasil isso foi notado: repetidamente o canal de TV por assinatura Globonews passou reportagens mostrando a história do líder negro, comparando com a de Obama. Além disso, de acordo com pesquisas feitas em território norte-americano, 75% da população considerava que o país estava no caminho errado, sofrendo as conseqüências de uma guerra impopular e cara e de uma crise econômica de proporções assustadoras.
Ou seja, era o símbolo – ou a esperança – da mudança.
Canais de Comunicação
Já falamos, nos itens anteriores, alguns dos canais de comunicação utilizados por Barack Obama. Como vimos, ele lançou mão de todas as mídias – tradicionais às interativas – para atingir seu eleitorado. Entre elas: comícios, discursos, debates, propagandas tradicionais na televisão, jornais, revistas, internet, blogs, sms, vídeo no you tube, site mobile, espaço para debates virtuais, redes sociais como Orkut e face book, rede social pessoal (mybarackbama), ringtones e conteúdo para celular... Nada faltou.
Obama chegou aos diferentes públicos utilizando com maestria os canais adequados. Não despertou a percepção de que era um aventureiro que usava das ferramentas certas para alcançar o que queria, mas que realmente sabia e utilizada daquelas mídias com conhecimento de causa e por isso foi tão bem ouvido e intitulado, por alguns como “o primeiro presidente 2.0 da história”. Mas vale refletir se essa interatividade toda ficará apenas na campanha ou se estenderá por todo o governo.
Segundo reportagem da Reuters “Ativistas virtuais pedem que Obama mantenha uso da internet no governo”. Jovens ativistas têm exigido que a internet passe a ser parte importante do novo governo e analistas afirmam que as ações de Obama podem sinalizar uma nova era no relacionamento dos cidadãos com governos. Veremos um pouco mais sobre isso no item “a participação dos cidadãos no novo governo”.
Segundo a Gazeta Mercantil de 6 de novembro: “A eleição que tornou Barack Obama o 44º presidente dos Estados Unidos foi a mais longa, a mais cara e a de maior audiência da história do país. Foram 670 dias de campanha, que consumiram US$ 2,5 bilhões, envolveram 45 debates entre os candidatos, levaram 130 milhões de eleitores às urnas, e - outro recorde -- atraíram um exército de 1,5 mil jornalistas internacionais para a cobertura final da disputa”
Vantagens competitivas
Embora o candidato republicano à Casa Branca, John McCain, também tivesse ferramentas na web, especialistas são unânimes em afirmar que Obama soube aproveitar melhor a internet. A página do democrata no Facebook, por exemplo, é a mais popular do site – com 2,5 milhões de apoiadores virtuais.
Foi nesta página que o presidente eleito revelou seus filmes favoritos e deu notícias sobre a campanha.
Portanto, uma das vantagens competitivas de Obama em relação à Mc Cain está no excelente uso que fez da internet e das mídias sociais, o que o aproximou das pessoas, principalmente dos jovens, promoveu um clima de interatividade, proximidade, humanizando-o diante de seus eleitores, o que não aconteceu com Mc Cain.
Outra vantagem competitiva de Obama foi o modelo de captação de recursos financeiros para a campanha. Como relatado acima, a arrecadação assumiu novos moldes, permitindo que ele tivesse acesso a doações milionárias. Também viabilizou que seus eleitores doassem a quantia que desejassem via internet e incentivou essa atitude. Era uma forma de mostrar que todos poderiam participar daquele movimento de mudança dos Estados Unidos, de esperança e confiança em dias melhores. “Yes, you can”, era o mote da campanha em um convite para que todos se unissem pela transformação do país.
Sem dúvida o magnetismo, o carisma pessoal de Obama é uma de suas mais significativas vantagens competitivas frente ao outro então candidato. Um belo homem negro e bem-sucedido, em um país tradicionalmente racista e que lutava para se livrar dessa sombra pesada do passado. Milhares de negros desejosos de se verem representados. Aliás,não somente a sua negritude, mas acima de tudo a sua miscigenação-pai negro, mãe branca e padrasto asiático- o credenciou a falar com todos os diversos grupos étnicos existentes nos EUA. Um herói desconhecido, que surgia do nada, chegava às alturas e trazia o “quê” do Messias!
Sua liderança natural e poder de oratória são notórios. Assim, ele conseguiu se tornar uma lovemark e, com isso, aumentar ainda mais os montantes depositados no cofre eleitoral por meio da venda de camisetas, bonés e outros itens que estampavam sua imagem. Tal vantagem financeira permitiu à sua equipe veicular 7.700 comerciais por dia, o dobro de inserções da campanha de McCain.
Em uma das últimas semanas pré-eleição, a equipe de Obama deu o golpe final e gastou a bagatela de US$ 5 milhões para veicular um comercial de 30 minutos no horário nobre, que foi transmitido em três das quatro cadeias de televisão em aberto - CBS, NBC e Fox - assim como no canal a cabo MSNBC, na rede em espanhol Univisión e dois canais orientados a uma audiência afro-americana: BET e TV One.
A participação dos cidadãos no novo governo
Se Barack Obama já fez história por ser o primeiro presidente negro eleito em um país tradicionalmente racista, se foi capaz de mobilizar tantas pessoas a irem às urnas para elegeram em um país onde o voto não é obrigatório e fez uso da web 2.0 para ser o primeiro presidente 2.0 da história em um país de internautas, ele tem a chance de ser também o primeiro presidente realmente interativo do planeta.
Sem dúvida, é o que todos desejam. Obama terá que lidar, por exemplo, com as expectativas de seus seguidores, que durante a campanha se acostumaram com atualizações regulares em vídeo e texto e transformaram sites como YouTube, MySpace e Facebook em "comitês virtuais" do obamismo.
Será que Obama continuará mantendo sua personalidade 2.0? A princípio parece que sim. A página chamada Change.gov está sendo usada pelos responsáveis pela campanha de Obama para fornecer um guia para o processo e pedir sugestões aos cidadãos americanos. O site também permite que os internautas se candidatem a um cargo no novo governo.
Muitos afirmam que a criação da página Change.gov cumpre uma promessa de Obama, que declarou que pretendia tornar o processo de governo mais transparente. Na página de transição, o órgão de fiscalização do governo americano apresenta uma lista das 13 questões mais urgentes que Obama terá que enfrentar.
O Escritório de Prestação de Contas do Governo (Government Accountability Office ou GAO, em inglês) afirma que o novo presidente terá que cuidar com urgência da supervisão das instituições financeiras e dos mercados no país e dos conflitos no Iraque e no Afeganistão. Um blog dentro do site Change.gov vai documentar o processo de transição. Também existem planos de publicar as biografias das pessoas que Obama está recrutando para o novo governo (fonte BBC). O jeito é aguardar ou ajudar a escrever – no melhor estilo interativo – as próximas páginas dessa história.
Marcadores:
2.0,
Barack Obama,
interatividade,
marketing político
Assinar:
Postagens (Atom)